Uma lista de lugares bons para quem quer fugir da badalação, dos modernos e descolados, não quer ser descoberto pulando a cerca, não quer ser visto com um acompanhante feio ou simplesmente acordou de mau humor naquele dia.
O Velhão
Tem mais de dois anos que não vou, mas na época que eu namorava um cara do trabalho e ninguém podia saber, a gente só ia lá. Nunca encontramos nenhum fofoqueiro. Tem vários ambientes e objetos de decoração. A comida é naquele estilo fogão a lenha. Os cachorrinhos se escondem embaixo da mesa. Eu me divertia. O jantar dançante do sábado pode resultar numa noite engraçada.
Serra da Cantareira- Avenida Santa Inês, 3000
Bar Asterix
Meu amigão Cris que estava pegando uma atriz global disse que deu uns malhos nela lá e ninguém viu. Ele ama cervejas importadas e não sai desse bar.
Al. Joaquim Eugênio de Lima, 573
MUBE
O Museu Brasileiro da Escultura além de ter uma feirinha de antiguidades que lembra Buenos Aires é o lugar perfeito pra fugir, todo domingo, dos manos gritando gol na sacada de seus apartamentos e ouvir um belíssimo recital de piano. A última vez que fui eu era a única pessoa com menos de 90 anos. E eu simplesmente amo estar no meio de gente que sabe mais da vida do que eu e não fala durante o espetáculo (apesar de tossir bastante).
Av. Europa, 218
O Pedal
Pizza por metro com massa fininha e crocante. Até tem um povo moderninho mas sem afetação, perfil básico da galera que mora por essas regiões de Perdizes e Pompéia.
R. Caraíbas, 1265
Patuá da baiana
É a casa (porão) da mulher, que atende por baiana ou por Hélia ou por dona do Patuá da baiana. Não é pra chegar e tocar a campainha, tem que ligar antes. E, depois, ser educado e não revelar o endereço pra alguém que possa simplesmente chegar e tocar a campainha. É “hype” mas quase privê, portanto, entra na lista.
Mande e-mail para o patuadabaiana@bol.com.br ou ligue para 3115-0513
Salommão Bar e Restaurante
Também nunca encontrei ninguém conhecido lá. É bonitinho, tem plantinhas, petiscos vegetarianos, suco de melão e…hmmm, MPB! Tinha que estragar tudo no final! Não que eu não goste, porque adoro, mas no meu Ipod. Banquinho e violão com mesa da firma cantando o refrão é de matar. Mas justamente por ser um pouco brega não é um lugar para ver e ser visto.
Av. Angélica, 2435
Cine Arte Lilian Lemmertz
Era um ótimo lugar pra ver bons filmes sem ver ninguém conhecido e muito menos ser reconhecido. Mas eu acredito que continua em reforma. Alguém sabe essa informação? Pesquisei e não consegui descobrir.
Clélia, 33
Salão de chá da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano
Além de muitas árvores e algumas obras de arte, o lugar também é incrível por causa do elegante salão de chá. Pratarias lindas, louças branquinhas, vista maravilhosa, atendentes simpáticas e dezenas de bolos, tortas, brioches, sucos, chocolates, pães, queijos. Se você encontrar alguém conhecido, certamente será dos seus pais ou avós.
Avenida Morumbi, 4.077
Bar e restaurante Dona Felicidade
De vez em quando tem uns cineastas e uns escritores, mas no dia-a-dia é mais a galera que mora perto que frequenta. Por isso, apesar de quase “in”, entrou para a lista. A comida é gostosinha mas o ambiente é mais.
Rua Tito, 21
Di Cunto
Agora tem no Itaim Bibi, mas eu sou da época que minha mãe dirigia até a Mooca pra comprar o melhor pão do mundo. Toda vez que vou lá, fico morrendo de vontade de alugar um vovozinho italiano de suspensório para o final de semana.
Rua Borges de Figueiredo, 61



Angélica e seu novo corte feito por Celso Kamura
